Lentamente fecho os olhos saudosos
E no encanto noturno
Em tua lembrança adormeço.
Face exausta, corroída pela saudade
Sonhos teus e neles vago
de madrugada... Padeço.
Tua voz ecoa na mente
E a imagem embaraça,
Qual doença que fere menos
Quando desperto!
Qual dor mansa que anestesio
De modo incerto.
E na incerteza, vou carregando
Tua beleza
Que faz nos prantos
Belas luzes de pureza.
Nos teus cabelos, sinto a noite
Já esquecida.
Sem teu calor já sou poeta
Em despedida.
Não tenho paz, sou infinito
Amor sem fim
E aos céus imploro
que um dia voltes pra mim.
Venha sorrindo,
Venha para sempre em meus braços
Te guardar.
Venha sem medo.
Que amando estou a te esperar.