Alma Querida que aqui chegaste,
 
Como se nunca partido houvesses,
 
Soprando chamas nas minhas preces,
 
Jogando vida nos meus desgastes.
 
 
Alma Querida, não te aprisiono,
 
É teu destino perambular
 
Pelos caminhos, tristes, risonhos, 
 
Não fostes feito para ficar.
 
 
Guardo comigo olhar sincero
 
E ao deixar-te peregrinar,
 
De certa forma me recomponho.
 
 
Eu te liberto, não te encarcero,
 
Deixo que sigas para além mar
 
Onde repousam os nossos sonhos.
 
( No Livro Relicário)