Quem me olha... quem sabe me vê...
Mas nem imagina o que sou!
Apenas enxerga meu triste semblante
Cabelos loiros... esvoaçantes...
Sorrisos nos lábios... cativantes...
Às vezes sinceros... outros forçados...

Se um dia alguém, adentrasse o meu peito
Com certeza veria, um grande coração;
Machucado... ferido com o tempo...
Talvez por alguma pequena paixão.
Ou quem sabe um amor já desfeito
Que passou de repente, numa mera ilusão.

Muitas vezes, eu então me pergunto:
Até quando ele irá aguentar?
Novamente ele vai se iludir?
Oxalá possa enfim esperar
Que a vida lhe ensine a viver
Nem me deixe de novo amar!

Ah! O amor! O amor taciturno que sinto
Que destrói sem motivo aparente
Pouco a pouco, toda a vida da gente...
Ao trazer o passado a porta...
Sem saber se estou viva ou morta...
E só deixa um momento pungente.