Veronica
de Nazareth
Queria
ser livre para contigo sair, passear.
Descobrir
alegrias novas, falar do tudo, do nada,
olhar
os céus, as estrelas
e
ao menos por segundos poder te namorar.
Não
ter a imposição social, a realidade de um presente
-talvez
amargo-, enquanto há um futuro -com certeza doce-,
que
vive ao lado sem que eu possa olhar.
Ver
não com os olhos, mas com a alma do sonhar
num
permanente afago.
Num
roçar de mãos, no entrelaçar de línguas,
no
"beber" o vinho e ao gemer,
poder
sussurrar...Meu Amor...
e
mais um gole no teu corpo sorver.
Extrair
o néctar que só o desejo produz.
Soltar
a fêmea e prender o macho no rítmo alucinante
de
uma boca ávida, que além do prazer,
faz
carícias que seduz.
Poder
ir e vir ao teu encontro a todo instante,
sem
a face oculta do pecado (?)
te
beijar, amar...
sem
voltar rápido ao passado.
Quedarme
en sueño no teu braço,
oir
el sonido do teu ressonar.
Tirar
da palavra não dita,
tudo
aquilo que gostaria de escutar.
Se
tenho que voltar-não há outro jeito-,
então
deixar no ar o meu perfume.
Na
cama macia, no lençol amassado,
as
marcas do amor e do meu ciúme.
Ter
no teu olhar,
na
despedida e no cabelo desfeito,
a
certeza de para teu regaço
poder
voltar...
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