![]() ![]() ![]() ![]() Deixem-me em paz
todos vocês que
me
atormentam
Que fazem-me
cobranças veladas
Que brincam com
as minhas culpas
Que julgam-me
inepta e despreparada
Que pegam carona
nas minhas carências
Que tiram
partido dos meus temores
Que superestimam
o que lhes convêm
Que substimam o
que ignoram
Que deitam sal
em feridas expostas
Que
enfraquecem-me com forças opostas
Que gotejam fel
em esperanças parcas
Que aviltam-me a
alma com profana marcas
Que minam as
bases daquilo que prezo
Que erigem
edifícios sobre o que desprezo
Que vestem
máscaras horrendas que eu
não quero
ver
Que retiram os
sete véus do que é preciso esquecer
Que se instalam
como símbolos múltiplos e insidiosos
Que aparecem
como ratos nos meus pesadelos
Que insistem
neste estranho jogo de dualidade
Que fazem
parecer mentiras as minhas verdades
Deixem-me em paz
todos vocês
Deixem-me em
paz
Deixem
Apenas
PAZ
Texto retirado da página
do livro "Ecos da
Alma" |
