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Somos, pela maneira de
percebe r o mundo,
seres incompletos. Vivemos buscando desesp e
a nossa "metade".
Às vezes pensamos ter encontrado e o nosso
primeiro desejo é ficar junto até que a morte
separe. NDepois de
alguns episódios de fracassos ficamos
com a impressão
de que algo está errado. Começamos, então, a
procurar um relacionamento que não nos deixe tão
perdidos ao acabar, porque descobrimos, já não
tão surpresos, que sim...
Os
relacionamentos acabam!
É quando
percebemos como é difícil conseguir uma relação
rica e criativa, inteira, sem
dependência.
Aí vem a
pergunta: o que os homens procuram nas mulheres
e as mulheres procuram nos homens? Quantas
pessoas não se queixam que o casamento não deu
certo, que o namoro não deu certo. Contam
que, apesar de terem se dedicado tanto ao outro,
de terem amado, cuidado e convivido, de repente
a outra pessoa simplesmente deixou de
amar. E se queixam
dizendo: "Ah, eu investi tanto nessa
relação!" É isso que fazemos.
Investimos
nas relações. Investimos como se fosse um
negócio. Agimos como quando colocamos o
dinheiro na poupança e esperamos que os juros
aumentem para que o investimento cresça!
Damos amor,
fidelidade, sexo, companheirismo, cumplicidade
e, quando o retorno não vem é o caos! O
investimento não teve retorno! Ora, nos negócios
existe o risco. Pode dar certo ou não. E quando
não dá não adianta culpar o mercado ou o
corretor.
Trata-se
apenas de juntar o que sobrou e reinvestir
novamente em outras condições ou sair à
francesa, retirar-se do mercado por um tempo,
para evitar maiores prejuízos!
O amor,
entretanto, não é um mercado. Amamos para
amar ou para ser amados? Para as duas
coisas, você diria... Mas, na verdade, a gente
só pode se responsabilizar pelo nosso
sentimento, nunca pelo do outro.
Mas já que
amamos e estamos sempre procurando um jeito de
misturar a nossa vida com a de alguém, o que se
diz nesse momento é: siga em frente e seja
feliz. Nunca um adeus dolorido vai ser pior
do que um ficar por
ficar!
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