Os ponteiros
de todos os relógios que meus
olhos buscam
estão contra mim.
Contra o
tempo!
Meus passos
são tantos e longos sem
que eu saia
do lugar.
Se contorno
as curvas, demoro.
Se corto
caminho, a pressa não me deixa
apreciar a
paisagem.
E se passar
em branco...
sucumbirei ao
desalento da neutralidade.
Percorro as
multidões em busca dos
fantasmas que
me fazem companhia.
Eu os vejo
correrem, ao meu sorriso,
como se o
lençol branco que lhes
cobre
enegrecesse.
Chamo. Aceno.
Choro.
Não há
fantasmas no ar...
É o meu
reflexo na vitrine do Passado.