Eu paro no ponto
Da curva que volta,
No avesso do sonho
Do fio da vida.
Eu penso na costa
Do sul do passado,
Onde braços abertos
Viraram o rosto
Fingindo não ver.
Eu morro na via
Do norte presente,
De quem braços cruzados
Me jura amor,
De boca calada
Peito sem som
Mãos amarradas.
Eu renasço na orla
Do fim do futuro,
Onde chega a torrente
De emoções mortas
Com mãos espalmadas
Pedindo regresso,
Com a porta se abrindo
A vida florindo...
No coração.